quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Abujamra entrevista o ator Michel Melamed



O programa Provocações transmitido pela TV Cultura é um tesouro cultural do Brasil. Aqui vai uma das várias inspiradoras entrevistas que recomendo. É com o ator Michel Melamed que ficou conhecido nacionalmente pela minissérie "Afinal, o que querem as mulheres".

Outras entrevistas podem ser vistas em http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes
Twitter do programa: http://twitter.com/abu_provoca
Twitter do Abujamra:http://twitter.com/abureal
Twitter do Michel Melamed: http://twitter.com/michelmelamed
Abraços.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dicas profissionais para jovens de Camaquã e região



Profissionais sem horário pra chegar? Com liberdade pra se vestir como quiser? Caras que trabalham de meias com as pernas para cima da mesa? É. Eu também vi aquela série de matérias do Jornal da Globo que mostram as novas empresas, entre elas a Google. Empresas que focam no resultado independentemente de como seus funcionários conseguem chegar a eles. Também achei muito bonito.


No entanto, vamos voltar a nossa realidade? Moramos e trabalhos em Camaquã e região. Aqui ainda não alcançamos (ou conquistamos (?)) essa liberdade. Como mencionei anteriormente, é muito legal você ver a galera que trabalha no Google, porém aqui não é assim. Vivemos numa região onde a maioria das empresas seguem a tradição de empresas familiares e eles ainda estão muito preocupados com a aparência de seus empregados. Portanto, na hora da entrevista de emprego, ainda valem as velhas dicas de sempre: roupa discreta, se possível parecida com o estilo dos funcionários que lá já trabalham, estilo tradicional mesmo. Para os meninos ainda vale a camisa, jeans ou calça escura, sapato ou sapatênis e evitar boné, cabelos compridos e barba por fazer ou mal aparada. Para as meninas não exagerar na falta de roupas. Lembrem-se sempre a maior dica é a discrição. Você não está indo para uma festa. Portanto ambos devem evitar o exagero de acessórios. Seja cuidadoso também no perfume nem todos podem gostar. Não use brincos, piercings e tatuagens muito extravagantes. 


Se o jovem vai  ser entrevistado, o mínimo que se espera dele é saber por que ele quer trabalhar, o que ele tem de bom para levar para a empresa, onde ele quer estar no futuro etc. Então quando for a uma entrevista tenha em mente as respostas a essas perguntas. Não raras vezes eu obtive um "sei lá" como resposta ao entrevistar jovens... se você não sabe por que deve ser contratado, quem saberá?


Outra dica valiosa, principalmente para os meninos: por mais chato e desinteressante que pense que a escola seja, ela é importante. Estou assustado com a escolaridade dos meninos. Garotões de 18 a 20 anos se apresentam em entrevistas com sétima ou oitava série. Façam o favor para vocês mesmos, concluam o Ensino Médio! Fico realmente chateado de ver, guris com notável boa vontade para arrumar um emprego e que as empresas nem olham o currículo porque estão com a escolaridade em atraso.


Mais uma dica para os meninos: se sua mãe quiser te acompanhar na entrevista, peça para ela te aguardar fora da sala da entrevista! Já vi alguns meninos perderam oportunidades porque as mães querem andar escoltando seus filhinhos marmanjos de 16, 18 anos querendo responder tudo por eles!


Aliás, o que está acontecendo com os guris? Vejo as meninas estudando, correndo atrás, se virando, preocupadas com o Enem, com o vestibular etc. E os guris? Nada... só estão preocupados em ter o cabelo do Neymar...


Mas e o estilo próprio? A individualidade? Bem, por mais velho e antigo que você ache que sejam essas dicas, elas ainda valem para cá. Não sou eu que as defino, eu realmente não me importaria de contratar alguém com piercings e tatuagens se o cara mostrasse que está a fim de trabalhar. Mas como eu digo para alguns alunos: chega um momento de sua vida, dependendo da empresa que vai ter entrevistar, você deve escolher "ou fica com o alargador de orelha desempregado ou sem ele empregado, a escolha é sua".


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

XXXI Feira do Livro de Camaquã - alguns momentos




 Autógrafo e um papo com Juremir Machado.


Declamando o poema "Ser Poeta" de Florbela Espanca durante o Cafezinho Poético da CAPOCAM.


O Patrono desse ano Fabrício Carpinejar



Roda de Leitura com os poemas do Carpinejar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ecos no cio


 

...

...

...

si

            lên
                        cio.

 

Em si nunca há.

 

Mente  ecoa oa oa

)))

)))

)))

do lado de dentro.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ruído das Minas - documentário sobre a origem do metal em BH

Tá aí um documentário muito bem feito sobre as origens do metal em BH.
Pra quem gosta de rock é indispensável assistir.
Ele conta com entrevistas de integrantes de bandas como Sepultura, Overdose, Holocausto, Sarcófago e outras.

sábado, 17 de setembro de 2011

"A Literatura de Lygia Fagundes Telles - Uma Homenagem"





Mesa "A Literatura de Lygia Fagundes Telles -- Uma Homenagem" com Lygia Fagundes Telles, Fabricio Carpinejar, Marcelino Freire, Marcelino Freire e mediação de Flávio Carneiro.

O que é literatura? Hoje, mais do que nunca, a pergunta faz-se necessária, pois escritos de diversas naturezas ganham status de trabalho literário, mas não se sabe muito bem o que é joio e o que é trigo. A literatura com L maiúsculo sofre alguma ameaça quando os critérios de julgamento parecem cada vez mais instáveis?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cafezinho no balcão da rodoviária

Os melhores cafezinhos que já tomei até hoje foram nesses barzinhos que estão no meio do caminho nas rodoviárias. Aqueles servidos em balcão em copinhos de beber cachaça que queimam as mãos por não ter asinha para segurar.


O cafezinho tomado no balcão é o contrato mais barato para se apropriar momentaneamente de um espaço no planeta para ler um jornal ou olhar alguma dessas TVs que gritam para todos, mas que poucos ouvem e quase ninguém presta atenção.


É também a rádio-notícias mais prática porque lá encontramos aqueles senhores de invejável bom humor brasileiro que estão sempre sorrindo e comentando as últimas notícias enquanto estamos ali encolhidos de frio e com cara ainda amassada do ônibus tentando organizar mentalmente o longo dia que virá.


O pingadinho é o álibi  da balconista da lancheria que testemunha tantos que vêm e vão apressadamente para comprar a passagem ou pegar o próximo ônibus. Casais se despedem e se reencontram dando aqueles abraços com o corpo todo cheios de vontade. Crianças choram, gritam, levam palmadinhas na bunda. Velhas explicam umas para outras os médicos que vão e que problemas têm. Cobradores cospem chicletes e lançam alguma piadinha maliciosa para as atendentes que lhes mandam um "vai à merda!" só com um olhar, resultando na risada de ambos.

Um cortado é um mergulho meditativo e caloroso em si mesmo. Uma terapia que custa R$ 1,50, às vezes, de grupo. Amigos alugados e entrelaçados pelas breves linhas de um "e esse frio hein?" ou um "baaaah e o Inter? Que que foi aquilo?". 


Todos ali escorados com pose de boêmio de Porto Alegre.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Café Filosófico - Medo, Temor e Religiões com Leandro Karnal

Gostaria de compartilhar com meus amigos leitores a participação do professor Leandro Karnal no Café Filosófico em uma palestra sobre Medo e Terror e suas relações diretas com as religiões.


domingo, 24 de julho de 2011

Programação da Semana do Escritor na NTC Livraria - Camaquã

V Encontro de Escritores e Leitores - promovido pelo projeto "Semeando Cultura" da NTC Livraria

Programação

Dia 25/7 Segunda-feira
-Encontro com a poesia - roda de leitura e discussão dos poemas de Cecília Meireles com Anderson Borba;
- Poesias CAPOCAM;

Dia 26/7 Terça-feira
- Escrever e ler em debate- Anderson Borba, Rosiele Barbosa, César Dinis e Roberta Pedroso.

Dia 27/7 Quarta-feira
-Palestra "Depressão: o mal estar da civilização" - psicóloga Giane Marten Reinheimer

Dia 28/7 Quinta-feira
Pensando Sidney Sheldon - Santa Cecília Gouvêa Paulo

Todos o eventos são gratuitos, às 19 horas e na NTC Livraria, Rua Marechal Floriano 818, Camaquã - RS.

domingo, 17 de julho de 2011

Já volto

Corri, corri, corri!
Ofegante, 
me encontrei ali!

(Palavras são apenas palavras...
mesmo que vivas!)

Eu quis ver.
Derrubei a lápide,
cavei a tumba,
tirei o caixão.
Abri.

Perfume de morte.
Falta de sorte.

Entre livros sagrados e malditos
encontrei apenas um bilhete 
do eu-poeta:
"Dei uma volta, saí!"

Nunca aposte sua cabeça com o diabo!




Nos últimos dias meus cafezinhos têm sido acompanhados por gemidos, lama, sangue, surpresas, defuntos e personagens angustiados. Tudo isso é o que encontramos na obra do americano Edgar Allan Poe (1809-1849), considerado um dos pais do conto policial e fantástico.


Por que vale a pena ler? Simples. Para ser surpreendido! Que é o que procura todo apreciador do gênero suspense e terror, assim como eu. Em "Berenice" em que o personagem-narrador é fascinado pelos dentes da bela que dá nome ao conto ou então em "o gato preto" em que o felino retorna da morte para atormentar um homem que matou ele e sua esposa ou ainda em "nunca aposte sua cabeça com o diabo" - frase sempre pronunciada por um homem que, talvez, através dela invoca seu destino muito infeliz...

A editora L & PM lançou em sua bela coleção de livros de bolso "Assassinatos na rua Morgue e outras histórias", "A carta roubada e outras histórias de crime e mistério" e o mais recente "O escaravelho de ouro e outras histórias." Esses três volumes reúnem alguns dos mais importantes contos do escritor e o preço varia entre R$ 12,00 e R$15,00.







quinta-feira, 31 de março de 2011

Nos passos de Gabriel - parte I


- Já vai Gabriel? Não é muito cedo para o trabalho? – perguntava a mãe quase que diariamente. Sem dizer palavra, Gabriel saía com o cigarro aceso entre os dedos, camiseta preta lisa, fone no ouvido e o velho tênis All Star. Passo a passo, ia calmamente pelas ruas de Camaquã rumo ao escritório onde era Office-boy.  Ele estranhava que, nessa pequena cidade, pessoas pegassem ônibus de um bairro para outro logo em seguida. Tudo era perto. Nada que 20 minutos a pé não resolvesse. “Gente preguiçosa” – sussurrava. Preguiça de andar, de acordar, de trabalhar, de estudar, de pensar, de viver e de morrer. “Gente que só passava e ponto final.”

Gabriel se intrigava com o que via pelo caminho. Não que fossem surpresas. Nada disso. Era a questão de as pessoas fazerem dia após dia a mesma coisa. Seu maior temor. Viver o sempre que já viveu. O amanhã ter cara de hoje e o hoje focinho de ontem. Como os que sempre via bebendo a fumando no boteco onde comprava cigarros. Pessoas que só sabiam falar da novela, do jogo de futebol e da política que não entendiam. Eram pessoas com olhos de platéia entediada. Mesmos olhos de algumas pessoas que via trabalhar no serviço público. Vida sem sopro de vida. No máximo um bafo, um mau hálito de um deus de imagem triste de igreja.