sábado, 1 de fevereiro de 2014

Um cafezinho comigo



Tem feito um calorão por aí? Sim, sim, aqui também! Parou de beber café por causa disso? É verdade, passamos a tomar um pouco menos, sim, é verdade. Mas bastam os primeiros ventos que acompanham essas chuvaradas que andam caindo por aqui que ele vai para as xícaras e canecas novamente.

Estes cafezinhos que vou servir por aqui serão tentativas, experiências de laboratório, esboços para aquilo que talvez algum dia possam ser consideradas crônicas. Entre um gole e outro, como em um papo entre amigos (ou inimigos!) de cafeteria (ou de bar se assim você achar melhor), vamos conversar sobre a cidade, o estado, o país. Vou arriscar também algumas opiniões sobre Educação, já que estou comemorando meu décimo aniversário neste ano como professor de língua Inglesa, palestrante e orientador profissional. Portanto, já vi algumas coisas que merecem ser analisadas e compartilhadas. Ainda com um pouco mais de ousadia vou opinar (os críticos de verdade que me perdoem!) sobre Cultura, com certa ênfase em TV, cinema, música e livros. Embora nem tudo isso que anda por aí possa ser chamada de TV, cinema, música (talvez a mais sofrida) e livros.

Resolvi retomar esse trabalho, embora o blog Cafezinho com Anderson Borba já exista há um bom tempo, porque tenho visto tanta gente falando asneiras (os asnos que os perdoem!) com microfone na mão, câmera na cara ou teclado nos dedos sendo aplaudida de pé. O meu café não sempre amargo como alguém possa vir a pensar, ele recebe um pouco de açúcar, sim, sim. É que carrego comigo um incômodo, algo que não sei explicar bem, ao ver que as coisas podem ser melhor e de ver que muita gente talvez não saiba ou nunca se deu a oportunidade de questionar, rever, discutir a si mesmo e a sociedade em que vive.

O bom é que conheço várias pessoas que são assim também. Incomodadas. Talvez em oposição às acomodadas. Talvez tenhamos nascido com isso. Já que, afinal de contas, praticamente assistimos os mesmos programas na infância, jogamos mais ou menos os mesmos vídeo games e tivemos quase os mesmos professores na escola. Está no DNA, só pode. Talvez às vezes erremos em querer mudar os outros, sim, sim, isso pode ser um erro. Apenas somos aqueles que temos um compromisso com a verdade. Ou quem sabe aqueles que se converteram a alguma religião e de tão feliz querem converter todos os outros a ela. Talvez seja isso, descobrimos um jeito diferente de ver a vida e queremos emprestar os óculos para as pessoas que gostamos.

Vai outro café?


Nenhum comentário: